04 julho 2007

Excerto de um dos maiores quadros do mundo, unido por temáticas numa mesma tela.


Francesco Antonacci - Reggae



"A capacidade de nos rirmos de nós proprios constitui uma cura parcial, a capacidade de nos vermos como os outros nos vêem é um outro remédio."

"Imaginemos o outro quando lutamos, imaginemos o outro quando nos queixamos, imaginemos o outro precisamente quando sentimos que temos cem por cento de razão."

África Festival


Tinariwen

Na sequência das festas lisboetas, atracam ao pé da Torre de Belém ritmos vindos de África. Nomes com Mayra Andrade e Tinariwen invadem a capital com melodias caracteristicas, da cultura africana.
Para além da música, também a sétima arte vai estar em cartaz. Como estreia em território nacional temos "Bamako", filme de Abderrahmane Sissako. Um cineasta que vem elucidar o ocidente, da existência de um mundo cinematográfico, em África. De 28 de junho a 5 de Julho, Lisboa enche-se de um manto sonoro e humano deliciosamente negro, disperso por entre os Jardins da Torre de Belém, e o Cinema S. Jorge.

Fazer bom uso da morte?!

Há quem viva com medo da morte! Há também quem viva a pensar que quando a morte chegar, com ela chega o descanso, um "mundo" melhor. Uns pensam mais nela do que outros. No entanto, é uma fatalidade nunca esquecida, e aguardada por todos. Na peça "Fazer bom uso da morte", o retrato que dela nos é apresentado torna-se perceptível de maneira diferente, para cada espectador.
Do meu ponto de vista, há uma enorme critica carregada de sarcasmo, feito às distintas formas de vida. Umas que vivem de acordo com o socialmente correcto, tomando atitudes sedentas de preconceitos e racismos. Outros que vivem no medo de ver a essência oprimida que existe dentro de si, e que grita desesperadamente, por uma oportunidade de viver. Há uma relação intrinseca entre a vida e a morte.
Entre a seriedade e a comédia, a reflexão e o evasivo, esta peça baseada num texto de Pasolini e apresenta-se como alternativa, ao teatro convencional. Não linear, faz com que cada um tire as suas próprias ilações, e no final tente dar resposta ao bom uso que ali é feito da morte.
Ana Rosa Abreu e Daniel Coimbra são os actores que categoricamente interpretam as personagens, contando com um acompanhamento musical extremamente bem concebido, ao longo de quase uma hora e meia de peça.
Até dia 15 de Julho a casa dos dias de água continua a acolher este pequeno fruto, vindo da morte.

02 julho 2007


"A Persistência da memória" - Salvador Dali

Memórias que com o tempo nascem e com o tempo morrem. Ou lembranças que resistem inertes ao duro passar do tempo, e que pela sua teimosia nunca se apagam!

Italiano? Espanhol? Ou Português Judaico? Qual destas será a verdadeira nacionalidade de Cristovão Colombo, ou Cristobal Colón. Um dos mais bem guardados segredos da antiguidade surge agora em forma de livro, pelas mãos de José Rodrigues dos Santos.
Baseado em documentos históricos e com muita ficção á mistura, o jornalista traz-nos um dos mais hilariantes romances, com ínumeras informações veridicas, sobre o grande descobridor das Américas.
Muitas, são as especulações feitas em torno da nacionalidade de um dos maiores homens da nossa história, e que melhor deixou a sua origem no anonimato. Em simultâneo, surgem várias teorias dadas em relação às suas raízes.
Rodrigues dos Santos adoptou uma! Surpreendam-se numa leitura que mistura o passado com o presente, tentando dar resposta a uma dúvida, que no final continua a pairar no ar. Prestes a ser respondida, pela teoria que cada um quiser assimilar. Seja a já instituida de que Colombo era italiano genovês, ou então a de que ele era... português!


"Quando o reggae bate não se sente dor"
"Porquê levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais saíremos vivos."
"Quando morrer quero ser cremado, para que as minhas cinzas alimentem as ervas. E as ervas alimentem a mente dos loucos. Loucos como eu!"
"Para quê os olhos verdes, se posso tê-los vermelhos. E se o vermelho dos meus olhos, vem do verde da natureza."
O reggae não é para ouvir é para sentir. Quem não o sente, não o conhece."

Bob Marley

26 junho 2007

Teatro - Quando o inverno chegar...


De 7 a 30 de Junho

Quarta a Domingo - ás 21h

Encenação: Marcos Monteiro

Interpretação: Beatriz Batarda, Dinarte Branco, Gonçalo Waddington, Nuno Lopes.

Texto: José Luis Peixoto



"Não se deve ter vergonha da memória de se ter sido feliz por momentos"

"A felicidade, como o Amor, só é ridicula quando vista de fora"


José Luis Peixoto - "Uma casa na escuridão"

25 junho 2007

Xamanismo: uma filosofia cheia de vida


Xamã Urarina, 1988



Imagem que revela visões de um xamã

Não tem espaço temporal nem espacial de nascença. Sabe-se que é adoptado e cultivado pelos povos árticos e asiáticos. No xamanismo todos os elementos naturais têm vida, uma vez que aqui se encontra, uma profunda veneração e respeito pelas forças da natureza. O xamã, palavra originária da tribo siberiana dos Tugus é o sacerdote desta filosofia, podendo adoptar a forma de homem ou de mulher. Não existe, assim, uma inclinação de superioridade para nenhum dos sexos. Tanto um como outra se pode tornar no/a "líder da tribo". O xamã é a pessoa que entra em transe durante rituais xamânicos, onde são manifestados poderes sobrenaturais invocando, em simultâneo, os espíritos da natureza. Ayahuasca é a planta frequentemente consumida por uma xamã, a qual o eleva a realidades ascendentes. O tambor é algo essencial e utilizado durante estes ritos. O som que daí emerge funciona como "porta aberta" para outro cosmos ou realidades perceptíveis por uma sensibilidade e abertura humana únicas.
É essencialmente um conceito filosófico de vida que busca no autoconhecimento de cada um, o equilibrio do ser. Para os mais curiosos e interessados por este tipo de religião, os livros do brasileiro Carlos Castanede ou o filme Blueberry, exemplificam muito bem, a verdadeira essência do xamanismo.

Museu Colecção Berardo


Andy Warhol


Lisboa entra a partir de hoje numa nova fase cultural. O CCB orgulha-se de receber a vasta colecção de Joe Berardo, agora em forma de museu. Muitas são as obras de prestigiados artistas plásticos, internacionais e nacionais, que dão um novo ar de contemporaneidade à capital. De Picasso a Vieira da Silva, de Andy Warhol a Paula Rego a heterogeneidade domina o museu. Segundo Sócrates, "Com este museu, o país fica mais rico e Lisboa uma cidade melhor. Antes, o roteiro da arte contemporânea acabava em Madrid. A partir de hoje, começa aqui".
O Museu nasce hoje e manter-se-á até 2016. Um projecto que foi acordado já no ano passado. Serão 24h cheias de arte e de convidados de renome. Até às 21h de terça-feira visitar o novo espaço artistico lisboeta não custa nada.

Pride Gay Lisboa 2007

Vamos põr os preconceitos de lado. Abrir a mente à mudança, e aceitar que cada um tem direito de optar, pela filosofia de vida que mais o faz feliz. Fechar os olhos ou discriminar não é, nem nunca será, a solução.
Muito pelo contrário. É permanentemente um enorme e grave problema social e humano. Apoiar e promover a igualdade está na consciencia e nas mãos de cada um.


16 junho 2007

Vai uma festinha de Reggae?!...

As boas vibrações regressam à invicta esta noite, para trazer uma lufada de Paz e Amor aos portuenses. Dispensam-se as formalidades e a "roupinha" politicamente correcta. Exigem-se boas energias e um ambiente descontraído, onde socialmente se possa criar um clima de partilha e de muita União. Convoca-se a comunidade Rastafarai e exalta-se Jah, para o momento ser ainda mais intenso e verdadeiro.Grandes grupos de reggae vão por ali passar e deixar a sua mensagem. Gentleman é o "lendário" da noite. Não percam... eu infelizmente não poderei ir :(

12 junho 2007


"Volando me voy como un pájaro perdido al papá,
Volando me voy como un pájaro perdido à mamá!"

...Terrakota...


O receio de sair debaixo da saia da mãe, e encarar o mundo lá fora.
O sentimento de que somos tão pequeninos, no gigantesco cosmos.
O rumo perdido.
O caminho que nunca mais encontramos.
As doces palavras proferidas por Terrakota e que designam claramente, o sentimento de inadaptação ao mundo.
Ou quem sabe, o receio de encontrarmos essa mesma inadaptação, em nós mesmos!

11 junho 2007

Matisyahu Alive no Oeiras


Inesquecível! Vibrante! Aconselhável! Poderia passar todo o post a escrever adjectivos que caracterizam, do meu ponto de vista, o concerto de Matisyahu.
A forma como envolveu o público português na sua melodia, com ramificações judaicas, foi memorável. E nós estamos de parabéns, pela forma calorosa como o acolhemos, mais uma vez por cá.
O brilho que sobressaíu dos seus olhos, e a energia positiva que reciprocamente emergia do recinto do Oeiras é indescritivel... e somente perceptivel por quem lá esteve. King without a crown foi sem sombra de dúvida, o climax do concerto e o momento mais aguardado pelos fãs.
E quem diria que minutos mais tarde Da Weasel juntaria o hip-hop que faz, à vertente reggae de Matisyahu, unindo num mesmo cenário duplos revolucionários com pontos de vista algo distintos, mas docemente conjugados.
Os tugas puseram mais uma vez o público em alvoroço. Desde a lendária "Tas na Boa" até à actual "Dialectos de Ternura" os Da Weasel continuam a justificar, porque em todos os concertos continuam a ter legiões que os seguem, e não se cansam de os ver e ouvir.